quarta-feira, 30 de julho de 2014

Lançamento da Flica 2014

Nova marca da Flica produzida pelo Doismileum Art Lab


Novo site da Flica desenvolvido pela Malagueta Interativa


A data da 4ª edição da Flica: de 29 de outubro a 02 de novembro de 2014


Cobertura do lançamento pelo jornal Correio (30/07/2014)


Cobertura do lançamento pelo portal G1 Bahia - leia aqui


Cobertura do lançamento pelo jornal A Tarde (30/07/2014)


Cobertura do lançamento pelo BATV da TV Bahia - veja aqui ou aqui


Patrocinadores da Flica 2014 confirmados até agora

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Composições de Mirdad: Nu, Tempestade – Mirdad


Groove com naipe de metais, traz na letra o poema "Nu, Tempestade", um dos prediletos do poeta Emmanuel Mirdad, presente no livro "Nostalgia da Lama" (Cousa/2014), que traz a perplexidade do ser humano que descobre que não há sentido, e por não estar nem fixo, nem pássaro, como irá concretar sua existência. Na cozinha, Hosano Lima Jr. e Artur Paranhos, da Orange Poem, na guitarra funkeada, o gruvento Eric Gomes, da Pedradura, e no naipe de metais, grandes músicos da Bahia como o saxofonista Eric Almeida. Para ouvir, basta clicar no botão laranja de "play" abaixo.




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Nu, Tempestade
(Emmanuel Mirdad)

Nunca estive tão nu; me desmonto em pedaços desconexos
Do quebra-cabeça qu’eu não montei, a auto-piedade agora me esfacela

Há um cão no chão que me acolhe
Meu fiel, me fez feliz e morreu
Sempre ouço teus suplícios nas noites em que berro ingratidão

Quem sou eu, assim, sem a sede que fortalece,
Sem a audácia destemida do idiota,
Sem a frágil sensação de que tudo está bem?

(Refrão)
Nu, sem cortes, em tempestade
Sigo à busca do que não temer no fim

O saber que construí se mutou; a humildade empobreceu os títulos
A minha glória me envergonha e me cala, e fez uma cratera no rim

Quem sou eu, assim, sem grilhões e a gravidade da incerteza
Sem as fugas que tanto forjei? – como faz falta o ego que cala

(Refrão)

Atordoado por estar em tempestade,
Destruí as lembranças que me ensinavam
A não subtrair os erros que equilibram
A tendência de se achar estupidamente sábio

Quem sou eu, assim, imundo pela descoberta de que não há sentido?
Não estou fixo, e nem pássaro
E agora, o que irei concretar?

(Refrão)

Faixa 01 - Mirdad - EP ID (2008) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Mirdad - voz | Hosano Lima Jr. - bateria | Artur Paranhos - baixo | Eric Gomes - guitarra | Marcelo Medina - Trompete | Gilmar Chaves - Trombone | Eric Almeida - Saxofone | Tito & Mirdad - Sampler | Tito Menezes - Fala final | Arranjo de sopro por Emmanuel Mirdad | Gravado e Mixado por Tito Menezes e Masterizado por André Magalhães no Submarino Studios em Salvador/BA | Arte encarte: Emmanuel Mirdad


Cifra original digitalizada da canção "Nu, Tempestade"


Composta por Emmanuel Mirdad em 06/12/2007.
Versão para a canção "Naked Storm", de E. Mirdad, composta em 2003.

domingo, 27 de julho de 2014

Composições de Mirdad: El'eu – Mirdad



Mistura braba de groove blues, com pitada de faroeste surf music e um refrão pop. A sequela é grata aos teclados de Tadeu Mascarenhas e à voz "espírito" de Ildegardo Rosa (1931-2011), pai do compositor, e às risadas macabras do cantor. É uma versão da melodia da canção "Madness", do repertório da Orange Poem (presente na gravação com os músicos laranjas Hosano, Zanom e Artur), que ficou tão boa que fez Emmanuel Mirdad descartar a original. O poema trata da dualidade do ser humano e a importância da pertença do mal, desde que seja dosado na medida em que se precisa, pois "é o que arrebata, arregaça e anoitece, o alimento que impulsiona o equilíbrio entre o caos e a abonança". A canção foi selecionada entre as 50 melhores do Festival de Música Educadora FM de 2007. Para ouvir, basta clicar no botão laranja de "play" abaixo.




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El’eu
(Emmanuel Mirdad)

O mal que há em mim
Não me deixa, não me trai
Não me fascina, mas se faz necessário

É o vigor, o que sustenta a cobiça
O que raciocina, interage e negocia
O que violenta e não desperdiça

(Refrão)
Há em mim um ele-eu
Além de mim, o mal e Deus
Há em mim a luz e o breu
Além de mim, só eu...

O mal que há em mim
É o disfarce volátil
Razão e método que mascaram o engano

É o que arrebata, arregaça e anoitece
O alimento que impulsiona o equilíbrio
Entre o caos e a abonança!

(Refrão)

O mal que há em mim
Tenta me convencer a ser o que for
Pra ter sempre o controle

Mas não consegue; o seu lugar é o subterrâneo
Subalterno, escondido e camuflado
Dosado na medida em que preciso

(Refrão)


Faixa 03 - Mirdad - EP ID (2008) | Composta e produzida por Emmanuel Mirdad | Mirdad - voz e violão 12 cordas | Hosano Lima Jr. - bateria | Artur Paranhos - baixo | Marcus Zanom - guitarra | Tadeu Mascarenhas - rhodes e arbon | Fabrício Mota - pandeiro | Participação Especial: Ildegardo Rosa recitando o poema de Mirdad | Gravado e Mixado por Tadeu Mascarenhas no estúdio Casa das Máquinas em Salvador/BA | Arte encarte: Emmanuel Mirdad


Cifra original digitalizada da canção "El'eu"


Composta por Emmanuel Mirdad em 06/06/2007.
A melodia é original da canção "Madness", de E. Mirdad, composta em 2001.