sexta-feira, 17 de abril de 2015

Seleta: Dub Burning Spear

Álbuns dub de Burning Spear participantes desta Seleta


Burning Spear é um dos mestres lendas vivas do reggae, em atividade desde os anos 1970, com vários discos lançados. O blog destacou uma Seleta com 98 canções presentes em 22 álbuns de sua vasta obra (ouça aqui), E, na Seleta de hoje, as 42 melhores faixas dub da obra de Burning Spear, do período de 1976 a 2008, na opinião do fã Emmanuel Mirdad, presentes em 07 álbuns disponíveis na página do artista no site Grooveshark. Para escutar, baixa clicar no player abaixo.



Não consegue visualizar o player? Ouça aqui


Repertório da Seleta Dub Burning Spear, de 1976 a 2008:

01) Cry Africa - Living Dub Vol. 2 (1980)

02) 2000 Years - Garvey's Ghost (1976)

03) John Burns Skank - Garvey's Ghost (1976)

04) World Dub - Living Dub Vol. 2 (1980)

05) I and I Survive - Garvey's Ghost (1976)

06) The Ghost - Garvey's Ghost (1976)

07) Teacher - Living Dub Vol. 2 (1980)

08) Black Wa-Da-Da Dub - Garvey's Ghost (1976)

09) Majestic Dub - Living Dub Vol. 2 (1980)

10) Farther East of Jack - Garvey's Ghost (1976)

11) Over All Dub - Living Dub Vol. 2 (1980)

12) Dread River - Garvey's Ghost (1976)

13) Reggae Dub - Living Dub Vol. 5 (2006)

14) Dub Move - Living Dub Vol. 5 (2006)

15) Want me To - Living Dub Vol. 5 (2006)


Burning Spear - foto daqui


16) Dub Liberty - Living Dub Vol. 5 (2006)

17) Hit Dub - Living Dub Vol. 5 (2006)

18) Security Dub - Living Dub Vol. 5 (2006)

19) Vision Dub - Living Dub Vol. 5 (2006)

20) Help Us* - Living Dub Vol. 1 (1979)

21) Associate* - Living Dub Vol. 1 (1979)

22) Dub it Clean - Living Dub Vol. 4 (1998)

23) My Island Dub* - Living Dub Vol. 4 (1998)

24) Dub Appointment* - Living Dub Vol. 4 (1998)

25) Jah Boto - Living Dub Vol. 1 (1979)

26) Present* - Living Dub Vol. 1 (1979)

27) Jah Dub* - Living Dub Vol. 4 (1998)

28) Dub African* - Living Dub Vol. 4 (1998)

29) Musiya* - Living Dub Vol. 1 (1979)

30) Dub is Free* - Living Dub Vol. 6 (2008)

31) Dub Not Guilty* - Living Dub Vol. 6 (2008)

32) Remember - Living Dub Vol. 3 (1996)


Burning Spear - foto daqui


33) Dub Rise Up* - Living Dub Vol. 6 (2008)

34) Dub We Feel It* - Living Dub Vol. 6 (2008)

35) Smart Dub - Living Dub Vol. 3 (1996)

36) Chanting Home - Living Dub Vol. 3 (1996)

37) Dub Dready* - Living Dub Vol. 6 (2008)

38) Trust Dub - Living Dub Vol. 6 (2008)

39) Dub Creation - Living Dub Vol. 3 (1996)

40) Dub Ha Ha* - Living Dub Vol. 6 (2008)

41) African Dub - Living Dub Vol. 3 (1996)

42) Friendly Dub - Living Dub Vol. 3 (1996)

*No site está com o título errado.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Hélio Pólvora assumiu a realidade

Emmanuel Mirdad e Hélio Pólvora em 2013.
Foto: Edmilia Barros


Hélio Pólvora assumiu a realidade
Emmanuel Mirdad


O filho pergunta: “O que é ser homem, pai?” Ele responde: “Ser homem é assumir a realidade” Assim tão bem definiu o artesão do conto, o bastião do estilo refinado, da precisão sem excesso ou vaidade, o esteta do texto, Hélio Pólvora, o mestre, que faleceu aos 86 anos no último dia 26. Em seu conto Mar de Azov, do premiado livro homônimo lançado em 1986, pai e filho caminham à beira do mar, no sul da Bahia, e quando o jovem faz a pergunta primordial, a sapiência do mais velho acontece na síntese do sublime: assuma o que acontece, o que está ao seu redor, qual de você deve ser o único a afirmar-se vivo, com a coragem, dignidade e honradez de ser responsável por seus atos.

Hélio Pólvora é a minha esfinge. A sua obra, robusta, tem a sacralidade de um tomo ancestral, que exige de mim o respeito ao texto, ao papel que custou uma vida. Quando reviso o que escrevo, é o busto do mestre que aparece ao meu ouvido e diz: “Melhora isso aí, Mirdad, menos, seja mais preciso, encante, baile com as palavras, mas conduza o rumo pela técnica, ironize, cause reflexão, surpresa. Não seja óbvio”. Não é o homem que me diz isso, e sim a obra, tudo que pude aprender em leituras e releituras que fiz e sempre farei de Hélio Pólvora.

O homem, que além de gênio da nossa literatura, discípulo de Machado de Assis, era um intelectual primoroso, tradutor de Faulkner, crítico e jornalista que morreu trabalhando, assinando o editorial do jornal A Tarde no dia em que partiu. Um gentleman, raro, cordial, compreensivo e generoso, principalmente por quem tinha mérito, ironia e talento. Mayrant Gallo, por exemplo, estreou em livro referendado por uma orelha do mestre, em que diz: “(...) a mão do escritor, que sabe o que dizer e como dizer, que põe nos textos o seu ponto de vista, está autenticada e atestada”. Além de fazer indiretamente pela obra, o homem Hélio, pai de três filhos, casado amorosamente com a doce Maria, também soube referendar os novos. E nos indicou: leiam este, leiam aquele. A sua última recomendação para mim foi O museu da inocência, de Orhan Pamuk, turco ganhador do Nobel em 2006. Lerei, meu amigo!

Apaixonado por cinema, Hélio Pólvora se foi sem ver algum de seus inúmeros contos cinematográficos adaptado para as telas. O que nos aproximou em 2012 foi esse desejo em comum que algum dia irei cumprir, caso assuma a realidade com mais eficácia. E, de todos os trechos que li em sua rigorosa obra, este é o mais imagético, sensorial, encantador, presente em Mar de Azov: “O mar é um animal gigantesco que arqueia o dorso, rouqueja e bufa, rosna e geme ao seu lado, a seus pés. As ondas erguem-se a poucos metros em forma de vagas, cavalgadas por manchas de espuma que não tardam a quebrar — e ele tem a impressão de correr à beira de um túmulo líquido que poderá levantar-se de repente em forma de muralha e sepultá-lo.”
Bravo, mestre!

Emmanuel Mirdad, 27 de março de 2015.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Terminei de escrever meu primeiro roteiro!



O roteiro de Muralha: O goleiro imbatível foi concluído hoje, 15 de abril de 2015.

Investi 172 horas e 40 minutos em 46 dias de trabalho, e a satisfação é enorme!

Agora é elaborar o projeto e cair pra dentro da captação com a Aláfia Filmes!

Quero agradecer às valiosas dicas do escritor e roteirista Victor Mascarenhas, que me fizeram modificar os rumos da história e torná-la mais interessante. Valeu demais, comparsa!

Aláfia!